IAP

06/03/2019

Comunidades vão participar de projetos dos novos trapiches

A Administração dos Portos do Paraná assinou nesta sexta-feira a ordem de serviço para o desenvolvimento dos projetos. Antes de serem finalizados, os eles devem ser aprovados com cada comunidade. Depois, terá início a fase de licitação das obras e a execução das reformas e construções.

 

Serão iniciados na próxima semana os primeiros levantamentos e inspeções nas comunidades do Litoral paranaense que receberão trapiches para embarque e desembarque de passageiros e pescadores. Ao todo, serão 14 estruturas pagas pela Administração dos Portos do Paraná: nove serão reformadas e cinco novos trapiches construídos.

A ordem de serviço que formaliza o início do prazo para a execução dos projetos foi assinada nesta sexta-feira (1/3). O prazo máximo para a execução do serviço é de 270 dias a partir desta data. Antes de serem finalizados, os projetos deverão ser aprovados com cada comunidade. Depois, terá início a fase de licitação das obras e a execução das reformas e construções necessárias.

O diretor dos Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, disse que esta é uma necessidade urgente dos moradores, que têm na atividade pesqueira e no turismo as principais fontes de renda. Ele acrescenta que este processo vinha sendo tratado desde o ano passado, mas não foi concluído. “Já no início deste ano fizemos reuniões com a empresa vencedora da licitação e agora, com a assinatura da ordem de serviço, pedimos urgência para resolver a questão”, destaca.

URGÊNCIA - A equipe da empresa vencedora do consórcio vai a campo a partir da próxima quinta-feira (7/3) para fazer os primeiros levantamentos batimétricos e topográficos e a sondagem geotécnica. “Primeiro, faremos os projetos básicos de cada trapiche, aprovaremos com a administração e com as comunidades. Na sequência, finalizaremos os projetos executivos, de forma mais detalhada, para a execução das obras”, disse a engenheira do consórcio Exe Engenharia/Belov, Taís Gobor.

TRAPICHES - Serão reformados os trapiches nas comunidades de Amparo, Europinha, Eufrasina, Ilha do Mel (Brasília e Encantadas), Ilha do Teixeira, Piaçaguera, Rocio e Vila Maciel. Novas estruturas serão construídas na Ilha dos Valadares (um no mar de fora e outro próximo à passarela), em Pontal do Sul (Vila dos Pescadores) e em Antonina (na Ponta da Pita e no Portinho).

As obras nas comunidades do entorno dos Portos do Paraná são parte do compromisso assumido pela Appa como uma das condicionantes do Ibama para a emissão da Licença de Instalação da dragagem de aprofundamento executada em 2017.

“O porto fará os projetos e a executará das obras e, depois de concluídos, a gestão e manutenção dos equipamentos ficará a cargo dos municípios. A intenção é atender as comunidades da melhor forma possível, com ações que realmente tragam benefícios para o dia a dia”, disse o diretor de Meio Ambiente da Appa, João Paulo Ribeiro Santana.

QUALIDADE - Durante reunião com o consórcio responsável pelos projetos, nesta semana, foi exigido o uso de melhores materiais para durabilidade e resistência das estruturas, além de luminárias de led com baterias recarregadas por painéis fotovoltaicos; rampas com corrimãos para acessibilidade; que os trapiches de concreto sejam conectados a píeres flutuantes interligados por uma rampa articulada, que se movimente de acordo com o movimento do mar; lixeiras para separação correta de resíduos; bancos de espera; proteção lateral para segurança; e cobertura.

“A prioridade é que os Portos do Paraná sejam agentes transformadores da realidade do Litoral. Por isso, dentro do que a lei nos permite, queremos atender a população da melhor forma possível”, disse Santana.

Segundo o descritivo da contratação, os projetos básico e executivo dos trapiches devem contemplar também Projeto Estrutural de Fundação e Estrutura - Recuperação, Reforço e Ampliação dos Trapiches existentes; Projeto Estrutural de Fundação e Estrutura - Novos Trapiches; Projeto Elétrico de Iluminação; Projeto de Drenagem; Dispositivos de segurança e de sinalização, de acordo com a revisão mais recente das Normas da Autoridade Marítima para Auxílios à Navegação (Normam 17); Dispositivos de acessibilidade (flutuantes); Dispositivos para auxílio à atividade pesqueira, como estruturas para amarração de embarcações (cabeços).



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