Parque Estadual de Ibicatu - Biodiversidade
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A vegetação do Parque antes da ampliação era composta em sua maior parte (98,17%) por um remanescente primário que sofreu alguma alteração por exploração seletiva no passado, visando as melhores madeiras. Entre as espécies florestais destacam-se o jequitibá (Cariniana legalis), peroba (Aspidosperma polyneuron), canafístula (Peltophorum dubium), guaritá (Kleinodendron sp), jaracatiá (Jaracatia spinosa), figueira (Ficus sp), predominando o pau-d'alho (Gallesia gorarema) que é a espécie mais expressiva em freqüência, dominância e abundância. Existem também florestas secundárias em estágio médio a avançado de regeneração (1,55%) ocupando parte dos barrancos declivosos do Ribeirão Tenente (influência aluvial) e a divisa leste do parque. A vegetação da área ampliada será estudada por ocasião da revisão do Plano de Manejo a ser realizada em 2013.

De acordo com o Prof. Dr. José Marcelo Torezan, especialista em ecossistemas do quadro da UEL – Universidade Estadual de Londrina, pode-se destacar que o Parque Ibicatu desponta como um repositório de flora e fauna peculiar, se comparado com outros remanescentes da floresta estacional, situados mais ao sul, como o Parque Estadual Mata dos Godoy, ou mais a oeste, sobre o arenito caiuá, como a Estação Ecológica do Caiuá. É provável que espécies com área-núcleo de distribuição mais ao norte, do Cerrado ou mesmo de outras regiões da Floresta Estacional, encontravam na região o seu limite meridional de distribuição, dos quais há alguns exemplos preservados no Parque e, espera-se, nos demais fragmentos florestais vizinhos. Portanto, pode ser colocado em uma escala de prioridade para conservação bem superior àquela que o seu tamanho possa sugerir, já que constitui-se ao mesmo tempo em remanescente, talvez único, da paisagem primitiva e fonte de material biológico e de informações para revegetalização da região.

A formação vegetacional de ocorrência no Parque é a Floresta Estacional Semidecidual Submontana, da qual apenas 3,2% estão protegidos por Unidades de Conservação de Proteção Integral no Estado do Paraná.

A cobertura vegetal primitiva da região era composta por Floresta Estacional Semidecidual (florestas tropicais). Esta região fitogeográfica desenvolve-se sobre topografia suave-ondulada e solos férteis (latossolo vermelho-escuro), altitude média de 400 m de altitude e onde a precipitação média está em torno de 1.400 mm, com dois a três meses de estação seca, podendo apresentar até 50% das espécies arbóreas dominantes deciduais (perdem as folhas) no período desfavorável. Esta floresta sofreu intensamente com o desmatamento para expansão da fronteira agrícola devido a sua localização sobre muitos solos férteis, restando atualmente 8,2 % da floresta original.

A cobertura florestal de mata nativa do município de Centenário do Sul está em torno de 3,7% e de Porecatu está em torno de 4,85% (IPARDES, 1993).

A fauna que ocorre na região do Parque é caracterizada por espécies de pequeno porte, com mamíferos como o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), cutia (Dasyprocta azarae), quati (Nasua nasua) e gambá (Didelphis marsupialis), além de paca (Agouti paca), lagarto teiú (Tupinambis sp) e jaguatirica (Felis pardalis). Entre as aves da região podemos encontrar a gralha-picaça (Gonocorax chrysops), maritaca (Pionus maximiliani), jacu-açu (Penelope obscura), anu-preto (Crotophaga ani) e alma-de-gato (Piaya cayana). São cerca de 30 espécies para a avifauna, 10 espécies para mamíferos, 7 espécies para a ictiofauna e 17 ordens de insetos, entre outros.

Devido ao grande desmatamento da região sobraram reduzidas áreas de refúgio aos animais e muitas espécies foram levadas à extinção local, principalmente os animais de grande porte, mais suscetíveis à caça, e sem área suficiente para sua sobrevivência.

Obs: Não alimente nem assuste os animais, e não se esqueça que para observá-los é necessário silêncio e paciência.