Parque Estadual de Vila Velha - Geologia
Informações Gerais  |   Lenda de Vila Velha  |   Biodiversidade  |   Geologia  |   Localização e Acesso  |   Atrativos e Atividades  |   Informações aos Visitantes  |   Infraestrutura  |   Plano de Manejo  |   Ficha Técnica  |  

Há 600 milhões de anos a região onde se encontra o Parque era coberta por um oceano. Durante os 200 milhões de anos que se seguiram, a região passou por grandes catástrofes ambientais e grandes alterações com explosões vulcânicas, que foram enrugando o solo e originando montanhas. Vieram as glaciações e tudo se transformou num mar de gelo. Passaram-se outros tantos milhões de anos e as geleiras começaram a derreter, arrastando pedaços de rochas e os depósitos de areia deixados pelo extinto oceano. No aspecto geomorfológico, as formas mais significantes estão presentes os Arenitos de Furnas (Grupo Paraná) e Vila Velha (Grupo Itararé) que apresentam características próprias e individualizadas.

Uma das principais atrações do Parque de Vila Velha são as Furnas que ocorrem nas formas de depressões circulares, com diâmetro médio de 80 metros, paredes verticais atingindo profundidades de até 100 metros, com uma lâmina de água de aproximadamente 50 metros, algumas são rasas e formam lagoas temporárias nas épocas de precipitações mais intensas. Com exceção da Furna 3, de fundo seco, todas as demais estão interconectadas pelo atual nível de água subterrâneo, em torno da cota de 788 metros, revelando que existe ampla circulação de água entre as Furnas e a Lagoa Dourada através de fraturas e descontinuidade do arenito.

São conhecidas 14 furnas na região dos Campos Gerais do Paraná, sendo que seis dessas localizam-se no Parque.

A hipótese mais razoável para a origem dessas depressões é a de que elas se formaram dentro do corpo de arenitos, por processos erosivos mecânicos, pela ação de águas acidificadas pela presença de matéria orgânica que lentamente destrói a ligação entre os grãos dos constituintes do arenito. Esse conjunto peculiar de formas tornou-se ao longo do tempo, um importante ponto de atração turística e científica.

Os monumentos geológicos encontrados em Vila Velha são constituídos por uma rocha denominada arenito, o Arenito Vila Velha, originado durante o Período Carbonífero, há aproximadamente 340 milhões de anos. Esses arenitos de coloração avermelhada e de aspecto ruiniforme (em forma de ruínas), geralmente com altura de até 30 metros, caracterizam-se por apresentar os topos das elevações relativamente nivelados, provavelmente pela presença de cimento ferruginoso, manganesífero e por vezes silicoso, que proporcionam maior resistência aos processos erosivos.

As formas resultantes nos arenitos têm como principal agente a água pluvial. As águas das chuvas, ao escorrerem superficialmente, promovem erosão mecânica, dissolução e precipitação. Nos paredões rochosos podem formar reentrâncias, que tendem a isolar formas em torre com topos alargados. As águas das chuvas promovem, ainda, perfurações superficiais, denominadas erosão alveolar e fraturas superficiais nos arenitos iniciadas pela exposição ao sol, e subseqüentemente aprofundadas e alargadas pela ação das águas e organismos.