Histórico dos Incêndios Florestais

Anualmente, após as geadas ocorre a estação seca, por um período crítico que se estende do mês de julho até meados de outubro. Nesta época do ano, as pastagens e a vegetação de uma forma geral, encontram-se muito secas, comportando-se como verdadeiros “rastilhos de pólvora” que a qualquer descuido, são devorados por grandes incêndios florestais.

Os incêndios florestais, casuais ou propositais, são causadores de grandes prejuízos, tanto ao meio ambiente como ao próprio homem e suas atividades econômicas, causando por vezes, morte de pessoas e animais.

No período de 1983 a 1988, no Brasil, os incêndios destruíram uma área de 201.262 hectares de reflorestamento, que representa aproximadamente 154 milhões de dólares para o seu replantio, fora o prejuízo direto.

Na Espanha, somente no orçamento federal para a prevenção e combate a incêndios florestais os recursos ultrapassam de 200 milhões de dólares por ano, havendo um órgão de prevenção e combate aos incêndios florestais.

Nos Estados Unidos, aplica-se anualmente mias de 1 bilhão de dólares nas ações de prevenção e combate aos incêndios florestais.

Por outro lado, a realidade brasileira é muito diferente, embora o Poder Público não deva se omitir. Com um pouco de criatividade, esforço e colaboração com o setor privado, muito há por fazer, sendo possível minimizar os prejuízos causados por incêndios florestais, que todo ano tem atingido o Estado do Paraná.

Embora não existam dados estatísticos coletados dentro de critérios técnicos recomendados, bem como nunca houve uma preocupação governamental de quantificar os danos causados por incêndios florestais no Estado do Paraná, dever-se-á coletar estes dados para dimensionar sua importância para a economia estadual. Mediante uma consulta simplificada às suas unidades descentralizadas, o IAP detectou a dimensão assustadora que assume o fenômeno dos incêndios florestais.

As ocorrências verificadas nos anos de 1994 e 1995, com destaque para o ano de 1994 quando as condições climáticas foram extremamente favoráveis aos incêndios conforme demonstra a tabela, revelam claramente a dimensão dos prejuízos ambientais e econômicos sofridos pelo Estado do Paraná.

Incêndios de proporções catastróficas já abalaram o Paraná, sendo o de maior dramaticidade, aquele ocorrido no ano de 1963, quando praticamente todo o Estado foi atingido, causando a morte de dezenas de pessoas e destruição de milhares de hectares de florestas.

Lições do passado não devem ser esquecidas, cabendo ao Poder Público Estadual mais especificamente à SEMA/IAP a implementação do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais.

ANO
OCORRÊNCIA DE INCÊNDIOS
FLORESTA NATIVA
ÁREAS REFLORESTADAS
ÁREAS NÃO FLORESTAIS (GERAL)
 
HA
HA
HA
HA
*1963
n
2000000
sp
s
sp
sp
n
*2000000
**1983
227
22269
8
4351
157
5160
62
12758
**1984
2113
3570
6
9
90
1302
115
2259
**1985
262
64986
7
89
170
41461
85
23436
**1986
479
21440
10
57
353
16725
116
4658
**1987
575
54284
23
644
340
18663
212
34977
& 93/94
1323
27442
295
7477
150
1527
889
18438
& 96
1047
27478
312
6789
1
2224
719
18465
& 97
912
12692
85
641
181
944
646
11107

Fonte:
* Estimativa UFPR – Escola de Florestas
** Revista Floresta
& Instituto Ambiental do Paraná Estimativas dos Escritórios Regionais, 1995.


A prevenção é muito mais vantajosa e fácil perante o combate direto aos incêndios florestais. Quem presenciou um incêndio florestal “in loco” sabe que torna-se quase impossível controlar o fogo que caminha rápido, devorando e destruindo tudo o que se encontra no caminho.
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